Manifesto

DIFERENCIAIS DA CANDIDATURA

◆ Experiência Multi-sectorial: Capacidade comprovada de interlocução directa com reguladores, autoridades governamentais e investidores internacionais.
◆ Visão Internacional: Representação activa na SADC, trazendo as melhores práticas regionais para Moçambique.
◆ Conhecimento Interno: A sua passagem pelo Conselho Nacional, Tesouraria e pela Vice-Presidência do Conselho Provincial da cidade de Maputo confere-lhe uma visão realista sobre a gestão e as necessidades dos advogados moçambicanos.

UMA LIDERANÇA COM PROPÓSITO - O LADO HUMANO DE THERA DAI

Mais do que uma candidata, Thera Dai é, acima de tudo, uma cidadã profundamente comprometida com as causas sociais e com o bem-estar colectivo. A sua trajectória não se constrói apenas no  escritório ou corredores de instituições públicas, mas também junto das comunidades, onde a empatia se transforma em acção concreta.
 
Importa, sublinhar que este capítulo nasce, em certa medida, à revelia da própria Thera Dai. Por convicção pessoal, a candidata sempre sustentou que a solidariedade não deve ser instrumentalizada nem convertida em activo político. Vive o altruísmo com discrição, guiada por um sentido autêntico de responsabilidade social, sem procurar reconhecimento ou visibilidade.

Todavia, numa candidatura assente em decisões colegiais, o grupo de apoio entendeu que a relevância, a consistência e o impacto destas acções não poderiam permanecer invisíveis.
Tornou-se, assim, não apenas legítimo, mas necessário, partilhar com a classe dos advogados esta dimensão da candidata, uma faceta silenciosa, mas profundamente reveladora da sua integridade, dos seus valores e da forma como entende o compromisso com a sociedade.

Ao longo dos anos, Thera Dai tem-se destacado pela sua capacidade de mobilizar pessoas, recursos e vontades em torno de causas que exigem solidariedade e resposta imediata.

Sempre que a sociedade é chamada a fazer mais e ir além do seu conforto individual, a sua presença tem sido constante e activa. Não como espectadora, mas como uma agente mobilizadora.

Essa postura ficou particularmente evidente nas cheias que assolaram o país em 2021, 2023 e mais recentemente, em 2026, para além da assistência prestada por meio de doações paras as vitimas da insurgência em Cabo Delgado (2022 e 2024).

Em todos esses momentos críticos, Thera Dai esteve na linha da frente na angariação de donativos, articulando esforços entre colegas, parceiros e a sociedade civil, garantindo que o apoio chegasse, com rapidez e dignidade, às instituições e comunidades mais necessitadas. Esta actuação consistente em diferentes momentos de crise evidencia não apenas sensibilidade social, mas também uma capacidade sólida de organização e liderança.

Para além das respostas em contextos de emergência, a sua intervenção social tem também um carácter estruturado e contínuo. Destaca-se a participação activa em iniciativas como a Caravana da Justiça, aproximando o Direito às comunidades e promovendo o acesso à informação jurídica, bem
como, o apoio recorrente a infantários, através de campanhas de doação que visam melhorar as condições de acolhimento e desenvolvimento das crianças.

A sua ligação a instituições de cariz social não é, portanto, circunstancial, mas sim sustentada por um compromisso genuíno com a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e humana. Thera Dai demonstra, através de acções concretas, que o exercício da cidadania não se esgota no plano profissional, devendo estender-se à transformação positiva da comunidade.

Este lado humanizado da candidata reforça uma convicção essencial: quem defende o advogado, deve também defender a sociedade em que este se insere. A advocacia não pode estar dissociada das realidades sociais,
e é precisamente nesta interseção que Thera Dai se posiciona: como uma líder que compreende que o exercício do Direito deve caminhar lado a lado com a promoção da dignidade humana.

UMA LIDERANÇA COM PROPÓSITO - O LADO HUMANO DE THERA DAI

Assim, ao votar em Thera Dai, vota-se também numa visão de liderança que valoriza não apenas a competência técnica, mas também a responsabilidade social, a empatia e o compromisso com o próximo. Porque defender o advogado é, em última instância, defender as pessoas.

ENVOLVIMENTO NOS PROGRESSOS DA OAM

A credibilidade de qualquer candidatura mede-se pela sua capacidade de executar. Nos últimos anos, registaram-se avanços concretos que não podem ser ignorados:

Democratização do acesso e da formação
◆
 Descentralização dos exames de acesso à profissão, hoje realizados em todas as províncias;
◆ Institucionalização de um programa de formação contínua e obrigatória; e
◆ Em pouco mais de 2 anos: inscrição de 2000 novos advogados (o número equivale ao total acumulado de 29 anos da existência da OAM).

Inclusão com expressão nacional
◆ Reforço da Comissão de Género com presença efectiva em todas as províncias.

Sustentabilidade financeira e inclusão institucional
◆ Implementação de mecanismos de regularização de quotas;
◆ Redução significativa de membros inadimplentes; e
◆ Aumento da capacidade financeira da Ordem.

Modernização e autonomia da comunicação
◆ Criação de um estúdio próprio e plataformas digitais; e
◆ Comunicação directa e independente, sem intermediação externa.

Melhoria das relações institucionais
◆
Estabelecimento de pontos focais com a Procuradoria em todas as províncias;
◆ Matriz de articulação da PGR e OAM; e
◆ Integração da OAM no Sistema de Assinador Digital Avançado do INTIC.

Rigor na gestão e transparência
◆
Introdução de sistemas de gestão integrada da OAM: gestão da informação do membro e pagamento de quotas a nível de cada CP;
◆ Aplicação de rigor financeiro na aprovação de despesas e investimentos; e
◆ Auditorias regulares com contas aprovadas por unanimidade nas Assembleias.

Reforço da credibilidade institucional
◆
 Intervenção pública firme na defesa da legalidade e dos direitos fundamentais;
◆ Reconhecimento social da Ordem como garante do Estado de Direito;
◆ Introdução de sala de advogados de plantão a nível nacional no decurso e pós eleitoral;
◆ Workshops regionais de auscultação para adopção de medidas ou reformas de curto prazo a serem implementadas no processo eleitoral em Moçambique – Relatório Sobre a Situação dos Direitos Humanos em Moçambique durante o processo. eleitoral; e
◆ Capacitação das mulheres das comunidades em matéria de combate a violência baseada no género – Sentinelas da paz.

Valorização da profissão
◆
 Celebração dos 30 anos da Ordem com homenagem a advogados de referência;
◆ Coordenação e realização do primeiro congresso da mulher advogada em Sofala (tornou- se referência internacional – Angola já adoptou);
◆ Coordenação e realização da primeira conferência da Jovem Advocacia em Tete;
◆ Criação de um grupo de defesa das prerrogativas dos advogados no contexto eleitoral; e
◆ Reestruturação da política de género – aguarda aprovação.

A QUESTÃO CENTRAL: PORQUÊ ESTA EQUIPA?

Num contexto em que há progresso reconhecido, a escolha não é entre começar ou não começar. A escolha é entre: Consolidar e elevar ou Arriscar descontinuar o que foi estruturado.

Esta equipa reúne condições que a distinguem:
◆
Conhecimento profundo da instituição;
◆
Participação no processo de reorganização;
◆
 Capacidade executiva comprovada; e
◆
 Visão clara para a próxima fase.

Não se trata de prometer mudança.
Trata-se de garantir evolução sustentada.

A QUESTÃO CENTRAL: PORQUÊ ESTA EQUIPA?

Esta não é uma candidatura de ruptura vazia. Nem de continuidade passiva. É uma candidatura de transformação responsável. Uma candidatura que junta três elementos raros:
◆
Conhecimento interno da Ordem;
◆
Capacidade de execução; e
◆
Coragem para decidir.

E um quarto factor decisivo: uma equipa forte e preparada.

NÃO É UMA CANDIDATURA INDIVIDUAL. É UMA EQUIPA PRONTA A GOVERNAR A ORDEM

A Ordem dos Advogados não se transforma com uma pessoa.
Transforma-se com uma equipa competente, coesa e comprometida.

Esta candidatura apresenta:
◆
Advogados experientes e respeitados, com provas dadas;
◆
Jovens talentos, que representam o futuro da profissão;
◆
 Especialistas em diferentes áreas do direito, preparados para
responder aos desafios actuais; e
◆
 Representatividade nacional, garantindo que a Ordem não
será centralizada nem distante.

Uma equipa escolhida com critério e não por conveniência.

VISÃO PARA O PRÓXIMO CICLO

Com a base institucional já consolidada, o próximo mandato será orientado para resultados práticos e mensuráveis, com impacto directo no exercício da advocacia.

◆ Com base na experiência do programa desenvolvido nas eleições: implementação de um Gabinete de Defesa do Advogado (24h) com capacidade de resposta imediata em casos de violação de prerrogativas;
◆ Criação de uma linha directa nacional para denúncias de abuso de autoridade;
◆ Aprovação e divulgação de um Manual actualizado de Prerrogativas, com aplicação prática;
◆ Estabelecimento de protocolos vinculativos com tribunais e procuradoria para garantir acesso a processos e tratamento digno;
◆ Plano estruturado e permanente de combate à procuradoria ilícita, com equipas provinciais dedicadas;
◆ Formalização de um pacto de respeito às Prerrogativas: protocolo tripartido (OAM+PRM+PGR+MJ), presença institucional e pontos críticos e formação para PRM e PGR;
◆ Carta Nacional das Garantias do Exercício da Advocacia: um instrumento institucional  negociado entre: Ordem dos Advogados; Tribunal Supremo; Conselho Superior da Magistratura e Ministério da Justiça. Esta carta estabelecerá regras claras de relacionamento institucional entre advogados, magistrados e tribunais;
◆ Observatório do Mercado Jurídico: criação de um sistema permanente de análise sobre: evolução da profissão, condições  de exercício e oportunidades do mercado jurídico. Este  instrumento permitirá à Ordem definir políticas baseadas em  dados sobre a profissão; e
◆ Dotar os CPs de recursos para combater a procuradoria ilícita: criação de brigadas ou comissões de fiscalização, consciencialização pública, controlo de acesso a actos juridícos e cooperação institucional.

CONSOLIDAÇÃO E MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Lançamento de uma Plataforma Digital Integrada da Ordem, com acesso a:
◆
Pagamento de quotas
◆
Emissão de certidões
◆
Gestão de estágio
◆
Acompanhamento de processos disciplinares.

Implementação da carteira profissional digital com QR Code;
Criação de uma aplicação móvel da Ordem dos Advogados;
Digitalização integral dos processos administrativos e disciplinares; e
Publicação semestral de relatórios de gestão e execução financeira.

INSERÇÃO PROFISSIONAL PARA JOVENS ADVOGADOS

Definição de parâmetros mínimos de remuneração para jovens advogados e a respectiva fiscalização;

Criação do programa nacional do primeiro emprego jurídico (incentivos fiscais ou institucionais para a contratação de jovens advogados);

Lançamento de uma incubadora de escritórios jurídicos, com apoio técnico e formativo;

Capacitação empresarial do advogado;

Implementação de um programa estruturado de mentoria, ligando advogados seniores a jovens profissionais;

Criação de uma plataforma digital de oportunidades profissionais; e

Programa de Especialização Profissional.

FORMAÇÃO AVANÇADA E ESPECIALIZAÇÃO

◆ Revisão curricular do curso de Direito assegurando que a formação jurídica inclua competências essenciais e actuais para o exercício da advocacia;
◆ Introdução da Especialização em Gestão de Escritórios de Advocacia;
◆ Criação do Laboratório de simulação de julgamentos da OAM em parceria com o Centro de Formação Jurídica e Judiciária, Associação Moçambicana de Juízes, Associação dos Magistrados do Ministério Público e as Universidades;
◆ Lançamento anual de programas de especialização certificados nas áreas de: Arbitragem, Direito Energético e Mineiro, Direito Financeiro e Bancário, Direito Maritímo e Direito Digital; e
◆ Parcerias com instituições internacionais para certificações reconhecidas.

ORDEM COMO ACTOR ESTRUTURANTE DO ESTADO DE DIREITO

◆ Criação de um Conselho Permanente de Diálogo com a Justiça, envolvendo tribunais, procuradoria e outras entidades;
◆ Emissão regular de posições públicas fundamentadas sobre temas de justiça, legalidade e direitos humanos;
◆ Criação de observatórios temáticos (direitos humanos, sistema prisional, corrupção);
◆ Reforço do programa de assistência jurídica, com incentivos à participação dos advogados;
◆ Posicionamento da Ordem como interlocutor activo em reformas legislativas;
◆ Criação do Centro de Arbitragem e Mediação da Ordem; e
◆ Publicação do Relatório Anual do Estado da Justiça.

Não serei Bastonária para exercer poder sobre os advogados. Serei Bastonária para proteger a profissão, fortalecer e modernizar a Ordem, defender a Justiça e honrar cada advogado, para construir uma advocacia que dignifique Moçambique.

Manifesto Eleitoral

Encontre o manifesto eleitoral da Thera Dai.